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RESENHA THE ONE FOR MEN EAU DE TOILETTE DOLCE & GABBANA

7 comentários :
Dediquei o dia de hoje a publicar resenhas de perfumes masculinos, em atenção a diversos pedidos. Hoje será o dia da Dolce & Gabbana, com sua tríade The one.

Stefano Gabbana participou ativamente da criação deste perfume, lançado já em 2008. Ele ama notas picantes e orientais e queria trazer isso para The One Eau de Toilette para homens. Desejou um perfume clássico, quente, mas com algum diferencial. Escolheram para ser a face da campanha o homem que, naquela época, era o number 1 no conceito sexy : Matthew McConaughey.


THE ONE FOR MEN DOLCE GABBANA
Matthew McConaughey - a face da campanha de The One Dolce & Gabbana

A proposta de The One for men é bastante tradicional já na saída, que inicia frutada. Gomos de bergamota explodem nos dentes exalando o dulçor de seu aroma feliz. Elas têm ótima durabilidade, pois ainda são sentidas quando as folhas verdes e intensas de coentro e salgadinho manjericão começam a rescender da pele envolvendo-nos em um abraço oriental mais quente. Já no coração é possível sentir âmbar doce e levemente oleoso. Cedro e gengibre aparecem já no coração com seus cheiros rasgantes, amargos e frescos quebrando um pouco o doce denso característico do âmbar, o que me incomodou um pouco. Essa etapa, caso fosse perfumista, tiraria e enfatizaria ainda mais o âmbar e o tabaco. O tabaco aqui é diferente da versão The One Gentleman. Se lá aparece enfumaçado, aqui aparece emborrachado (não tanto quanto neste Bvlgari) lembrando vaga e distantemente cheiro mineral petrolífero.

Creio que se ficasse ambarado com temperos e se o tabaco, com seu cheiro mineral fosse mais notório, The One for men ficaria muito mais interessante do que é, em minha pele. Talvez uma versão Eau de Parfum pudesse arrancar mais suspiros...

Apesar do apelo comunicacional à masculinidade sexy, a fragrância é bastante compartilhável podendo ser usado por homens e mulheres.

THE ONE FOR MEN EAU DE TOILETTE REVIEW
Belo e clássico frasco em tons amabardos e amadeirados de The One for men EDT

Família olfativa oriental amadeirada, de fato. Os temperos são bem notórios, especialmente coentro, manjericão e gengibre, assim como o cedro.
Projeção: mediana na primeira hora, depois mais rente à pele
Composição: os temperos com âmbar e tabaco mineral me soaram muito interessantes, mas poderiam ser melhor compostos (sem gengibre e cedro, que amargaram), e ainda poderiam ser mais encorpados.
Fixação: o esperado para um Eau de Toilette 5 a 7 horas
Sugestão de uso: apesar de ser um oriental amadeirado, o cedro fresco associado ao gengibre tornam The One Edt passível de ser usado em noites veranis e dias invernais. Por sua baixa projeção, pode ser usado em contexto de trabalho. É perfume segunda-pele.
Palavras-chave: comum, versátil, compartilhável.
Preço: R$323, o de 100 ml 
Martin Scorsese dirigiu um pequeno filme sobre The One for woman e for men, em um contexto todo retrô em Paris.






The One Gentleman tem, ao meu olfato, um coração muito mais interessante que The one for men.
Viu a resenha dele hoje cedo? Está aqui E o próprio The One for woman consegue prender a respiração em encantamento mais que a versão masculina. E a versão Sport? Está aqui.

E para você, qual The one é mais surpreendente?

Só falta mais 1 The one masculino para terminar a tríade de hoje ;)

Abraços perfumados.


RESENHA PERFUME VENT VERT BALMAIN

18 comentários :
Há 67 anos a perfumaria desejou participar politicamente do momento pós-guerra. A intenção era marcar olfativamente as pessoas com novos ares e possibilidades. Penso que de maneira muito acertada, Balmain representou esta ânsia pela vida através do cheiro de um vento verde - natureza, vida nova. 

RESENHA DO PERFUME VENT VERT BALMAIN - VILLAGE BEAUTÉ
Novos ares expressos no perfume Vent Vert, da Balmain. Na foto a versão 1990

O perfume Vent Vert, o "vento verde", representa esta lufada de vigor que americanos e europeus precisavam naqueles idos tempos.  Nasceu em 1947 o primeiro perfume verde para mulheres, sem qualquer vestígio de flores românticas - afinal era tempo de revigorar a alma. Passados alguns anos, Vent Vert foi reformulado (1990) e em seguida uma vez mais refeito (1999) para atender às demandas químicas da vez. O que conhecemos hoje, 2014, não necessariamente é algo pior ou melhor, mas certamente algo na mesma linha olfativa daquele primeiro perfume político. 

Em minha vida Vent Vert ganha contornos mais afetivos. Cheirá-lo é viajar aos tempos infantis vividos na casa paterna. O cortar da grama, o podar do roseiral, o aguar flores, plantas e terra em fim de tarde tórrido no verão. Vent Vert cheira com muitas nuances, mas incrivelmente a perfumista que o fez conseguiu juntar essências e contrastes todos absurdamente verdes. Ele é o perfume com cheiro mais verde que conheço, mais que Cristalle e 19, Chanel.
PERFUME VENT VERT
Atual frasco do perfume Vent Vert da Balmain - agora também vendido no Brasil.

Sinto cheiro intenso de grama recém-cortada; folhas arrancadas de caules; resma da casca da laranja azeda (aquela lima, sabe qual?); sinto verbena em um chá-verde amargo! E que tal ainda acrescentar uma raspinha de limão e uma folha de manjericão? Ah, sim.... Vent Vert é verde natureza, verde vida, cheiro ar puro, cheiro vida que se renova. E no balançar das folhas Vent Vert mostra um coração menos rasgante e mantém seus muitos cheiros verdes mais macios com um toque muito leve, muito discreto de íris e um caráter atalcadinho. Assim fico viajando no tempo envolvida nas lembranças infantis  impulsionada pelas esperanças de nova vida; quando volto a cheirar minha pele e o sinto, depois de horas, está mais pé-no-chão, menos vento, agora mais cheiro de casca de árvore, terra molhada.

Aos amantes da natureza,
aos apreciadores de arte na perfumaria,
aos que querem perfume para primavera-verão
Vent Vert é perfume riquíssimo em nuances.

Toda a força das folhas verdes amassadas, cascas de laranjas e limões rasgados, chás verdes sem açúcar, a vida foi dura (ou ainda?), mas temperada é com o pé na terra, no chão, na madeira.

Perfume que aplaudo de pé, por seu impacto olfativo e por sua disposição política.
Projeção elegante, não abusiva, nem tímida demais.
Fixação digna de um cavalheiro, fica em minha pele o dia todo, enquanto for necessário. (10 a 12 horas).

Perfumista da versão da década de 90: Calice Becker com notas como limão, bergamota, neroli, manjericão, gálbano, calêndula, ylang ylang, rosa, jacinto, lírio do vale, tempro, musgo de carvalho, sândalo, cedro e íris.  

Para algumas curiosidades: 
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