TENDÊNCIAS NOS PERFUMES 2014 - PRIMEIRO SEMESTRE

Cada ser humano e suas (cri)ações é um mundo próprio formado pela interação entre genética, educação, ensino mais interações históricas e culturais. Somos todos diferentes, mas podemos perceber similaridades entre os membros de uma religião ou família, torcedores de um time, colecionadores de algo, colaboradores de uma organização. Não é diferente na Indústria dos Perfumes. Cada maison tem o seu objetivo, sua identidade e assinatura olfativa, mas podemos dizer que elas integram um mesmo ambiente e por ele são influenciadas? Creio que sim. Falamos de um zeitgest, de um "espírito da época" também na perfumaria. Para citar alguns, lembramos as fases com os florais chypre, os aldeídos, a tendência higienista, a explosão gourmand dos anos 90 e início do séc XXI que ainda estamos a viver.

Observando os últimos lançamentos de perfumes importados, um sentimento de medo foi tomando conta de mim. Foi como se brotasse da tela a insegurança que cada anúncio rescendia, e tal sensação foi construída pela percepção de que:

neste início de 2014 os perfumes foram mais adaptativos do que propriamente inovadores.

Os flankers estão nas prateleiras com maior evidência há pelo menos 3 ou 4 anos, mas a impressão é de que em 2014 o mercado nos apresentou maiores opções com palavrinhas mágicas como: Intense, Black e Absolu.  Alguns exemplos vemos em Si Intense Giorgio Armani, Versace com Bright Crystal Absolu e Yellow Diamonds Intense, Yves Saint Laurent com o Black Opium, e o badalado La vie est belle agora em versão Absolu. Expressões que provocam, como primeiro sentido, a sensação de intensidade e força.



Como não se emocionar com isto? Icônicos perfumes Dior em versões Extrait de Parfum.

EXTRAIT DE PARFUM DIOR
Extrait de Parfum Dior Collection.


Sedutoras palavras ainda mais quando recém saímos de anos imersos em perfumes L`eau, Soft, Acqua e outros diminutivos olfativos mais. Confesso temor. Se nossa percepção olfativa não detectar a mudança em direção a uma maior concentração de essências, maior projeção e durabilidade que dê respaldo a essas palavras, gradativamente diminuirá a compra por impulso e a distância, e mais presos ficaremos ao sentir o perfume na própria pele e provar sua proposta. Depois de anos com experiências negativas, eu parei de comprar algumas marcas justamente por conta de o discurso publicitário explícito nos nomes dos perfumes, vídeos e sinopses não serem evidentes na prática da minha pele. Resistência do cliente creio não ser um bom comportamento a se provocar, concordam? Estou no time do "Tomé" que se do VB fosse diria "tenho que cheirar para crer".

Promessas de maior intensidade por um lado, vejo, ainda, uma Fase Tropical nos perfumes. É um tal de cheiro de côco do Brasil, gardênia do Brasil, cheiro de chuva, acorde solar, cheiro de água, florestas, coquetéis e demais bebidinhas tudo imerso em um desejo de transportar o apaixonado por perfumes para cenários mais junto à terra, e terra cheia de vida e quase selvagem. A tendência que chamo tropical, latina e apegada à natureza e suas manifestações está em alta. Tudo isso me cheira à "vamos conhecer e agradar esse povo que já ultrapassou o francês e o americano em volume de compra de perfumes". 

E aí que vem outro medo: se estamos a chamar a atenção por nossa paixão perfumada, que não seja apenas nas notas e estilos selvagens e tropicais, mas também na criatividade e qualidade da fragrância. O fato de morarmos aqui não nos impede de desejar conhecer notas de outras terras. Que saibam, também, que Brasil ama se banhar em águas fresca, mas que também tem sangue forte pulsante nas veias e ama calor, intensidade e complexidade. Somos país continental, temos gosto para águas leves no verão causticante do Norte e Nordeste, mas também carecemos, aqui mais ao Sul, de doses mais generosas de essências que sejam mesmo Absolu, Intense, Black e Noire.

De uma Dâmaris ressabiada com as tendências, mas na torcida para que as marcas acertem, deixo esse "desabafo" por mais criatividade, força e cumprimento das promessas publicitárias,


Vocês, meus queridos, andam assim também com um "nariz atrás" diante dos lançamentos? Concordam com essas tendências? Ou acreditam bem nos discursos publicitários?

Abraços perfumados.





25 comentários :

  1. Dâmaris, sempre sábia e elegante, até para suas desconfianças... Meu desânimo atual é com a banalização da baunilha, caramelo e afins! Cada gourmand “bobo alegre', que parece vela aromatizadora de ambientes! Vamos torcer para que essa intesidade prometida seja verdadeira, né? Acrescentaria a essa lista o “Nero Assoluto” do Roberto Cavalli, que vai nessa vibe intensa-black!

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    1. obrigada, Priscila. Muito bom ter te conhecido neste mundo virtual! :) De fato alguns abaunilhados cheiram de maneira sintética e plastificada... e caçar os bons têm sido uma aventura e tanto! Sim, que as propagandas sejam verdadeiras e as pesquisas de mercado revelem nossos anseios. bj

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    2. Para seu talento, intensidade e bom gosto, achei uma explicação: és de leão! Parabéns mais uma vez! Beijos

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  2. Olá Dâmaris,

    já tive boas e más experiências com flankers. Quando gosto muito de um perfume posso me surpreender positivamente com um flanker ,caso do Valentina Assoluto, que conseguiu ser melhor que o Valentina, de que já gosto tanto. E há também o caso de uma família inteira que poderia se mudar para o meu armário que eu faria muito gosto: a família Miss Dior, sem exceção.
    Enfim, tenho bons olhos para os flankers, mas prefiro experimentar primeiro...
    Beijos,

    Luciana

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    1. Oi Luciana

      as marcas apostam nos apaixonamentos por perfumes; fazer um flanker acaba por ser venda garantida. Concordo contigo que qdo gostamos muito queremos sentir mais do mesmo, o problema é quando esse gostar envolve também o desejo por ver a arte dos perfumes inovar, criar, evoluir, encantar :)

      Mania minha, talvez ... mas queria melhores lançamentos. :) bjs, carioca

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  3. Hoje estás brava morena??? E não é para menos, afinal o mais do mesmo, invade as prateleiras de perfumes.....um dos grandes motivos das minhas intensas pesquisas sobre os perfumes vintage.

    Aqueles acessíveis ao nosso querer cheirar, muitas vezes parecem para mim que estou cheirando tudo igual em marcas diferentes, posso contar nos dedos os que realmente tocam meu coração.

    Chego a conclusão que não me importo com a estação do ano, basta dosar a quantidade do mesmo para me aventurar no perfume, mesmo ele sendo um Asbolu, Intense, Black ou Noire, como tu disses.

    Quisera que as marcas viessem com seus poderosos para cá, fossem acessíveis ao nosso bolso e nem mais fosse necessário à essa loucura de compras internacionais (as quais nem me atrevo a fazer), uma pena.

    Aproveitando o gancho, aquele que já te contei o Courréges Blanc, trouxe a venda o mais refinado deles o Courréges Empreinte (chipre floral), relançado hoje, mas com a mesma fragância de 1970 (meu nascimento).....e já sabes o que penso, não é??? Desejando-o ardentemente, rsrs.

    Um beijo querida aniversariante da semana,

    Que esta semana venha recheada de intensos e majestosos perfumes aromáticos de carinhos, amor, afetos, abraços e beijos.....de nós leitores e todos que te querem bem.

    Malú

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    1. Talvez a proximidade do dia "D" esteja me tornando mais sensível mesmo, Malú. Percebo isso em outras áreas de minha vida. Até nos perfumes estou mais exigente, seletiva e apressada. Apressada? É, como quem quer correr para melhor aproveitar o tempo. Além disso fico apreensiva com as propagandas. Andei me frustrando com algumas experiências olfativas. Tô com um pé atrás mesmo... rsrs

      Acho que a Raquel tem um Courréges Empreinte... penso ter visto 1 frasco (talvez mini) em uma das fotos de sua coleção. Dê uma espiada, Malú... Quem sabe ela possa te dar dica de onde o encontrar.

      Obrigada, que assim seja a minha semana! :) Recebo os votos.
      bjs

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    2. Veja a coincidência!!!! O dia "D", é o dia da "Dâmaris", então se torna mais lindo ainda, não é mesmo???

      E os enta não dói não! Te garanto! E vejo eles como um amadurecimento meu nunca visto! E ficamos mais exigentes, seletivas sim, pois a vida nos mostrou já tanta coisa e assim não queremos mais as mesmices. E o apressada não, haha, é só o fato de estar chegando teu niver querida. Pois ficamos mais serenas e pacientes, e vemos o mundo com outro olhar. Depois quero que tu conte tua experiência dos enta.....vou querer, sim????

      Ah quanto o Courréges Empreinte tem lá na Top Internacional, vai conhecer a loja, tu vai gostar.

      Beijo grande
      Malú

      Ah e eu gosto é das propagandas antigas.....vejo no yutube e fico nostálgica, rsrs

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  4. Assino embaixo. E é por essas e outras que vou curtindo cada vez mais os clássicos (ainda que reformulados). Não me vejo representada nesses lançamentos. Raramente alguma coisa nova me arrebata. Em compensação, não paro de descobrir novos bons velhos cheiros.

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    1. Se vc pudesse escolher, Vanessíssima, voltaria para qual tempo da História dos Perfumes?

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    2. Vou me intrometer, me permite??? Por que não fazes o encontro novamente com esse título??? Cada qual diz qual tempo da História se espelha e dê a relação de perfumes que gostaria de ter ou que já tenha da época, o que achas minha anfitriã delicada e gentil????

      Fica a proposta para ti e para Vanessíssima.....

      Beijos
      Malú

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    3. o tema à Mesa Redonda de agosto foi escolhido e publicaremos no dia 15 .... mas gostei muito da idéia, Malú. Levarei ao grupo. Temos um espaço privado no face, e por lá trocamos idéias, formas, votamos temas e tudo o mais! :) O grupo está crescendo, pois mais 2 blogs participarão.

      bjs - sugestões sempre são bem-vindas, nda tem de intromissão, viu?

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    4. Adorei a pergunta, Dâmaris! E adorei a sugestão, Malú. Conto tudo na mesa um dia desses.

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  5. Também prefiro os clássicos! E fico aguardando aquele lançamento que me pega de jeito. Infelizmente, isso não tem sido tão constante, principalmente no Brasil, em que as empresas insistem em seguir as tendências internacionais, as quais, por sua vez...
    Não suporto mais o estilo teen "frutas vermelhas ambaradas e açucaradas ou a infinidade de "gourmands mal planejados, inspirados em Angel que, pra mim, precisa ser repensado", além daquelas atuais lavandas mal temperadas de O Boticário, que eles insistem em chamar de perfume masculino.
    "João amava Teresa que amava Raimundo que amava..." Perigosa essa quadrilha.
    Também me lembrei da fase de regravações da MPB. Situação parecida, né?!

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    1. Preferem investir no mundo seguro das adaptações do que um dia já foi sucesso, do que arriscar ousar, Cris. Dia desses, ao assistir os filmes infantis com meus filhotes, percebia essa senação "mais do mesmo" também na dita sétima arte. Às vezes penso que a indústria dos perfumes nos "empurra" para os nichos (com sua suposta aura de originalidade). O que achas?

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  6. Estive a pensar e a conversar, por coincidência, nesses dias sobre esse assunto, Dâmaris: o da "diluição geral" pela qual se passa boa parte, senão a maioria, dos clássicos. É uma verdadeira vergonha o que fizeram com Jazz, Azzaro, Tsar, Poison (o inicial), Fahrenheit e tantos outros. Tudo bem que apoio muito a democratização do acesso ao perfume, mas o preço deste processo foi um "barato que saiu caro". Algumas fragrâncias perderam até sua identidade. Então as versões "intense", "black", "absolu", como citou....sem querer, escancaram toda a mediocridade geral pela qual atravessa essa fase da perfumaria? Acho uma boa pergunta....Quanto aos flankers, existem uns e outros, acho que não se pode generalizar. Vejo muito isso numa griffe só: Thierry Mugler....as versões "Acqua chic" de Alien e Angel são decepcionantes, a meu nariz...o que não ocorre com os flankers de A*men, (que, com exceção do B*men, um desastre), são excelentes. Por fim, pelo menos ao que vejo, e com base em muito do que vc já escreveu por aqui, a tendência geral que caminha há alguns anos é a de se criarem fragrâncias "pacíficas e calmas", que não estranhem, que não assustam, ou que não torçam os narizes das ditas "massas"...Resultado? "mais e mais do mesmo", seja na vertente feminina e na masculina, a cada lançamento, para vender bastante, o frasco acabar rápido (já que está tudo diluído mesmo), e se comprar mais e mais.

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    1. Ubiratan, em tom de "defesa" um blogueiro internacional afirmou que a tal diluição que sentimos não passa de uma peça que nossa percepção olfativa nos prega. Como se fixados estivéssemos em uma experiência do passado, e que não pode se repetir, por isso "desfazemos" o de hoje. Concordo que as nossas percepções (e os critérios de qualidade mudam), mas dizer que os perfumes clássicos são os mesmo soa demais, não é? Penso mais de acordo com a tua linha de raciocínio. Talvez nossa arte também esteja a sofrer as influências perversas da economia. Depois que Thierry Mugler deixou de ser o Diretor Criativo de sua própria empresa até a exuberante TM, sempre tão exemplar na inovação, deixou-se levar pelas tendências. O resultado você comentou ...
      Essa opção por não estranhar, por não assustar me soa tão inseguro, não é? Tira um pouco do mito que crio em torno da marca.... Uma Givenchy não precisaria ter tantos flankers do Ange ou Demon e do Very Irresistible, assim como a Dior e os seus inúmeros Addict e a lista segue. Tenho 1 ou 2 flankers, apenas e 1 arrependi de ter comprado. :( E de tudo o que foi falado talvez seja esta a tônica com a qual mais devíamos nos preocupar: o movimento de nos fazer comprar mais e mais.


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  7. Olá pessoal. Infelizmente, quando entro numa das perfumarias que temos aqui em Portugal, a sensação é muitíssimo frustrante: nada de novo! Apenas mais um aqua de alguma coisa ou alguma coisa secret ou black ou forbidden... e por aí vai. Propostas seguras porque o grande público não se liga na diferença de estilo, mas no que é top, e quanto mais top mais fashion... muito triste, mas vamos aguardando que novas propostas surjam e quando isso acontece, fazemos a festa! E pior, pior, já nem as vendedoras sabem o que estão vendendo. Pergunto quais as novidades, me respondem tem um Armani, um CK... pergunto quais e têm que ir ver o nome, não sabem! Beijos da Sandra

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    1. Sandra, estou bem feliz pq estás a comentar também! Que bom deu tudo certo! :) Você traz um aspecto importantíssimo: a qualidade do atendimento nas Perfumarias. Sem informações básicas, ou direcionam a compra interferindo no gosto do cliente, ou quando me vêem (figurinha conhecida por provar muito) torcem o nariz. Na torcida por mais lançamentos criativos e intensos. beijinhos

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  8. Pessoas, saudações!
    Estou adorando a sobriedade dos comentários.
    Aproveitarei para me inserir, ainda que sutilmente, nestas questões de modismos dos perfumes. A meu ver a falta de originalidade é reflexo da perda de referências que o imediatismo ditado pela atualidade impõe como necessidade. Em outras palavras: nossa vida é corrida (por quê?) temos pressa ao chegar (aonde?) queremos todas as informações agora e queremos estar em todos os lugares e participar de tudo ao mesmo tempo. É insano e é o que se vive hoje, o imediatismo. Não há tempo ao menos de filtrar o que se quer realmente, de onde vem o desejo. Por este motivo somos levados pela correnteza dos modismos, das tendências de gosto duvidoso, da falta de originalidade, de referências e consequentemente de identidade.
    Isto acontece não somente com os perfumes, sendo eles um grande exemplo, mas com a comida, com as roupas, como nos vestimos, os lugares que frequentamos, as escolhas que fazemos já não vem de dentro, são sugestões previamente elaboradas. E quase não temos escolha, acabamos escolhendo "o não tão bom, mas melhor entre o que há por aí" (parece política, eca!).
    Esse assunto daria pano pra manga e longas e acaloradas conversas, mas não creio que seja este o objetivo, portanto o que posso concluir é que apenas nadar contra a maré pode não ser a melhor escolha, mas uma forma de protesto.
    A melhor escolha é aquela na qual refletimos sobre nossos desejos e necessidades e ouvimos aquela voz que vem lá do coração, do Eu, da pessoa única que é você, que tem personalidade, sentimentos e necessidades únicas que só você pode saber.
    Dâmaris, peço que me perdoe a carência de doçura nas palavras, o comentário foi respeitoso, ainda que um pouco amargo.
    Um grande abraço a todos e um beijo especial a você Dâmaris!
    Thais

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    1. Li tua preciosa contribuição ainda cedo, mas somente agora consigo te responder. Vivo esses sinais dos tempos que abordaste. Concordo absolutamente contigo quando transpões essa reflexão social à indústria dos perfumes. Se antes os perfumistas levavam anos para pensar, criar, produzir, testar e, então, vender as fragrâncias, hoje parece não mais existir o tempo da maturação, do cultivo e do estudo. Lançam uma versão Edt junto com uma Intense, logo em seguida uma L´eau... mal temos tempo de curtir e conhecer bem um, já vem outro. O tempo para se conhecer e apreciar a arte é vencido pelos velozes ventos das urgências contemporâneas. Ah um tempo parado para prosearmos....

      bj, italianinha, estava com saudades de tuas palavras sempre ponderadas.

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  9. Querida Dâmaris, você fez/faz aniversário?Parabéns!!!
    Sobre o Courréges Empreinte (sou essa Raquel?), não tenho, não. O frasco deve ser parecido.
    Entendo perfeitamente a sua decepção com os lançamentos. Eu que entrei no mundo perfumado a pouco tempo, já percebi como os atuais são semelhantes entre si e como os antigos eram muito diferentes um dos outros. Acho que vou correndo comprar um Hot Couture de 100ml antes que ele saia de linha (Grazi, ele não foi descontinuado, não...ainda...sniff). E quanto as vendedoras, que pena serem tão despreparadas e fazerem cara feia para pessoas como tu. bjs

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    1. sim sim rsrsr você é a Raquel do blog! :) É um dourado, gordinho e baixo.... vou olhar nas tuas fotos para dizer em qual ele está! 2 meninas já perguntaram o nome dele.

      Será amanhã, Raquel! Dia 7 está quase chegando! :)

      bjs

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