PERFUME TEM QUE TER - POR CASSIANO

O convidado, que hoje nos contará qual é o perfume que sempre terá na coleção, é Cassiano. Vamos ver que cheiro e histórias estão envolvidas nesta escolha? ;)


Quando se tem o mundo dos perfumes na cabeça, quase que 24 horas por dia, fica muito difícil pensar em apenas uma única fragrância como a sua “assinatura olfativa”. E
por mais que eu tenha uma espécie de TOP10 de fragrâncias que gosto muito, vez ou outra, a lista tende a aumentar, ou então, algum perfume insiste em tomar o lugar de outro mais antigo na seleção.
E olha que as opções são absurdas, se formos pensar em um mercado de abrangência mundial, com dezenas de lançamentos mensais, sem contar aqueles que a gente nunca vai ter o prazer de conhecer mesmo, porque são exclusivos em locais como o Oriente Médio, por exemplo.
Mas quando a Dâmaris me pediu para falar sobre um perfume que “tem que ter”, eu não precisei pensar muito. Esta resposta, inclusive, faz parte da resenha que escrevi sobre este perfume no meu site (link: http://www.perfumart.com.br/le-male). Aliás, uma das minhas primeiras resenhas de todos os tempos. Estou falando da criação de Francis Kurkdjian para Jean Paul Gaultier: LE MALE.
                                         
LE MALE foi lançado em 1995, através da inspiração de Jean Paul com relação aos marinheiros. Segundo Jean Paul: “o marinheiro, com seu estilo e tatuagens, reflete a imagem do garoto malvado (bad boy), aquele que seduz e que para os outros possui uma namorada (ou esposa), mas mantém uma amante em cada porto”. Esta inspiração faz parte, até hoje, das campanhas relacionadas às fragrâncias da linha, bem como do icônico frasco em forma de torso masculino, com tarjas horizontais, representando o uniforme casual dos marinheiros.



          
O sucesso de LE MALE foi tão grande que, durante anos, ficou em 1º lugar nas vendas do mercado Europeu, além de ter alcançado excelente posição nos Estados Unidos e Austrália. E não é só isso! Ao longo dos anos, rendeu mais de 25 versões (flankers), que vão desde versões de verão (summer) até versões com traje de mergulho, roupa de gladiador, edições limitadas, etc.
A fragrância original também já sofreu uma reformulação que, segundo dizem nos sites afins, ocorreu em 2011. Este é um “rito de passagem” pelo qual todas as boas fragrâncias de outrora terão que passar, mais cedo ou mais tarde. De toda forma, a fragrância continua deliciosa. Porém, tenho visto muitas reclamações com relação à sua durabilidade, tendo em vista que muitos usuários compram perfumes, levando em consideração resenhas e opiniões de terceiros. E a potência deste perfume sempre foi muito elogiada, principalmente, por quem teve a chance de conhecê-lo no auge do seu lançamento ou, pelo menos, no início dos anos 2000, quando começou a pintar nas lojas brasileiras. Eu tive o meu 1º frasco em 2004, que ganhei de presente dos meus pais, após uma viagem internacional. E posso afirmar: LE MALE é único!
Ainda mantenho 1 frasco em meu acervo pessoal, que também é anterior ao ano 2011, portanto, não posso dar muitos detalhes sobre as mudanças ocorridas e se as reclamações procedem. Mas posso dizer que LE MALE é abusado e arrogante, ao mesmo tempo em que consegue ser elegante e promissor. Tudo depende de como (e quando) é usado! Em ambiente profissional, com roupa social, ele transmite seriedade; numa noitada ou evento mais informal, por exemplo, ele consegue ser sedutor e memorável. É o tipo de fragrância que consegue ter uma faceta versátil, desde que seja usada de maneira coerente. No calor, por exemplo, eu não indico. A menos que seja usado com bom senso e, preferencialmente, por pessoas que andem em ambientes refrigerados o tempo todo.
Então, eu não diria que LE MALE é, necessariamente, o perfume para toda a vida. Mas afirmo que, definitivamente, todo homem precisa conhecer e ter na sua coleção pessoal, mais cedo ou mais tarde, nem que seja 1 único frasco. E vou além: quanto mais cedo melhor, pois o mercado hoje está tão focado nos modismos e o público anda tão preocupado com os “perfumes baladeiros”, que muitos jovens tendem a conhecer esta obra-prima tarde demais e acabam não dando o valor que ela merece, sendo, muitas vezes, mal interpretada por narizes menos treinados e ansiosos por um milagre que nenhum perfume poderá oferecer.





   (foto da campanha original, em páginas de revistas)



Cassiano é responsável pelo site Perfumart e a ele agradeço por dedicar uma parte do seu tempo para vir aqui e contar a todos do Village Beauté sobre Le Male em sua história de vida! Abraços perfumados!

Veja também:
* O perfume que a Grasi tem que ter 
* O perfume que a Ester Marinho tem que ter

3 comentários :

  1. Cassiano é um mestre e nao dá pra discordar dele né?!
    mas devo dizer que em mim não rola!
    nossa a primeira vez que senti o Le Male numa perfumaria quase entrei em desespero! alem da fita olfativa a moça borrifou no braço e senhor! passado alguns minutos eu falava "moça pelo amor de Deus me ta um lenço de papel, um pano qqr coisa pra limpar isso" "tira isso do meu corpo por favor" ... isso já quase chorando kkkkk
    aquela baunilha e canela ... ui"

    enfim nao rolou e nao vai rola nunca (se bem que depois dessa informação da atualização né ...)

    e ah gente temos que falar tudo bem é um perfume masculino mas discordo da premissa de que "possui uma namorada (ou esposa), mas mantém uma amante em cada porto"
    em clubes GLS só da (ainda) Le Male ..

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