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sexta-feira, 21 de junho de 2013

CARLA BISCAGLIA EM MEU PRIMEIRO PERFUME

12 comentários :
A arte dos perfumes aproxima-nos de outros tempos e provoca a nossa memória afetiva? Certamente que sim. E o que tenho descoberto nestes anos participando de Blog sobre perfumes e comunidades nas redes sociais é que os perfumes também aproximam pessoas e constroem amizades. Sexta chegou e, com ela, a gente para tudo para ouvir 

Carla em Meu primeiro perfume...
OS PERFUMES QUE FAZEM PARTE DA HISTÓRIA DE CARLA
Crônica de Carla sobre sua História perfumada

Ah, a infância...nostalgia bate na porta e nos surpreendemos da maneira que chegamos aqui, no hoje.
Era uma criança completamente moleca, vivia subindo em árvores, adorava brincar em construções ou nas "sangas" da minha cidade (do gauchês, é um córrego d`água, com uma pinguela, ponte pequena para passar). Vivia de aventura.
E essa aventura também acontecia nos armários, em busca de novidades cheirosas.
Nunca tive aquele dom de descrever notas em aromas (muitos nascem com essa habilidade), mas gostava muito de esmiuçar, sorrateiramente, os banheiros e quartos de parentes próximos, no caso minhas tias. A casa de uma delas, uma médica refinada, era uma terra desconhecida e cheia de cantos secretos a serem descobertos. Lembro de um portentoso frasco de Poison, negro, enorme, escondidinho lá no fundo do armário do closet. E o closet inteiro era impregnado daquele cheiro. Ela o guardava muito bem, longe da luz e do calor. E como exalava! Eu, em minha inocência, nem imaginava o porque dela saber que eu havia revirado seus pertences. Claro, uma menina exalando Dior não se vê a todo momento, né vero?
Minha outra tia, Dinda, minha segunda mãe, exalava Café e Almíscar Selvagem. Sim, o óleo Wild Musk, da Coty. Ela comprava vários vidrinhos e colocava dentro de uma embalagem vintage, daquelas que a tampa é de cristal, vc molha ela no perfume e toca nos pontos que quer perfumar. Bem, não é a toa que até hoje tenho um frasquinho do óleo.  Realmente impregna em tudo e deixa as suas roupas com o cheirinho dele.
Já minha mãe, virginiana e muito ordeira, ganhava ou comprava seus perfumes por encomenda de conhecidos que iam ao Uruguai. Ela tinha muitos e muitos frascos...todos guardados com celofane dentro do armário. Não os abria porque tinha um em uso e precisava acabar primeiro. O detalhe é que, por ser muito econômica, o frasco em uso não terminava nunca! Dentre os fechados lembro-me perfeitamente do Cabochard, do Fleur de Rocaille, Opium e Caleche. O Caleche até hoje ela tem, mas claro, oxidado por tantos e tantos anos recebendo luz no banheiro (depois que ela abria, deixava os frascos à mostra. E é assim até hoje, mesmo eu surtando com isso). E o Opium, sim, aquele que estava fechadinho no armário dela agora reside no meu. Claro, só um restinho, coisa de 4ml no vidro de 50ml, mas que me deixa recordar do passado.
Ahhh, mas havia também as amigas e suas mães! A mãe de uma delas, amigona linda e querida, tinha um Loulou. Já a avó de outra querida amiga  tinha muitos daqueles  avons com frascos em forma de bibelot. Eram muitos! E nesses ambientes que lembro de ter apaixonado pelo Poison, Channel 5, Opium, Café, Paloma Picasso. Infância e adolescência embarcadas em perfumes muito marcantes, nada frescos ou de pouca duração.
Já adolescente, houve o BOOM do Absinto da Água de Cheiro (esse eu amava!Mas era proibido para menores...e acreditávamos nisso, rsrsrsrs), do Aqua Fresca, Thaty e Innamorata, do Boticário. Confesso que esses últimos nunca me despertaram a atenção, o meu objeto de desejo na época era o Kalanit! E também o Duna, da água de cheiro. Mal sabia eu que ambos eram contratipos do Amarige, Givenchy.
CRÔNICA NO VILLAGE BEAUTÉ SOBRE OS PERFUMES DE CARLA
Carla Biscaglia
Meu primeiro importado veio bemmm tarde. Devia ter uns 18 anos. Ganhei daquela tia médica o Eau de Dali (aquele da boca rosa claro). Nem fazia a minha linha de perfume, mas o adorava, era o único importado que tinha, usava ele só para as melhores saídas! Tenho o frasco até hoje, com algumas gotinhas ainda.
Mais tarde, em minha primeira viagem à Rivera, UR, o primeiro que desesperadamente comprei foi o Café. E também o Opium. E quase peguei o Poison. Pois é, nostalgia total! E conheci um da casa Mugler, Alien, que levei principalmente pelo frasco exótico e pelo nome (era fã de carteirinha da série Arquivo X....tudo o que remetesse à aliens, eram objeto de desejo). Obviamente que adorei o perfume e virou minha assinatura por alguns anos.

Bem, depois de conhecer as comunidades sobre perfumes, com pessoas que adoravam tanto ou mais do que eu, daí subi para outro patamar na arte de perceber as fragrâncias.  Mas ainda assim me sinto "uma criança dentro de uma imensa loja de doces". 


Obrigada Carla, teu gosto pelos perfumes tem alguns motivos para ser intenso. Tuas memórias afetivas e olfativas repleta está com fragrâncias marcantes e pura arte. Obrigada, gauchinha, por ter aceito participar do VB. A casa é sua, viu?

Carla contou, também, suas dicas de perfumes que ele e ela podem usar juntos, você viu? O post está aqui

Mais crônicas, histórias de vida que contam como começou a paixão por perfumes aqui


sexta-feira, 14 de junho de 2013

CRIS SAMPAIO EM MEU PRIMEIRO PERFUME

11 comentários :
E na sala de estar da nossa vila perfumada está Cris Sampaio, uma carioca apaixonada por perfumes. Gentilmente aceitou contar a sua história! Vamos conhecer?

RESENHA MEU PRIMEIRO PERFUME CRIS SAMPAIO
Frascos dos perfumes Pure Poison e Poison, da Dior


Adorei poder contar como começou minha paixão por perfumes, a convite da querida Dâm. Na verdade, desde que me entendo por gente amo perfumes. 
Cresci em meio aos muitos perfumes de minha mãe: Femme de Rochas, Chanel n.5, 19 e 22, Ma Griffe, Diva, Amazone, Givenchy III,  Vivre, dentre outros.  Além da influência de minhas avós e tias, todas loucas por perfumes também. 

Lembro que por volta dos 4 anos, assim que minha mãe e meu pai saiam, eu corria para o quarto deles, e subia na ponta da cama, para abrir a porta do armário onde estavam os perfumes, e colocava um pouco de vários,  depois fechava o armário achando que minha mãe não perceberia, rs... Claro que ela percebia e dizia: “acho que um ratinho andou mexendo no meu armário”...  ela nunca brigou, e eu a fazia prometer que guardaria todos para quando eu crescesse. Claro que eu tinha minhas colônias infantis e a alfazema da Phebo, mas eu queria os de adulto. 

Com 12 anos, já com uma coleção do Boticário, minha mãe resolveu me dar meu primeiro importado o Eau de Fleurs de Nina Ricci, um floral suave, bem anos 80, e que eu achei “fraquinho”, e imediatamente voltei minha atenção para um frasco de perfume com a cor âmbar, parecendo mais os dela que eu gostava, era Charlie da Revlon. Quis porque quis, e com a ajuda da vendedora levei os dois, a escolha de minha mãe e a minha. 
CRIS SAMPAIO PERFUMES DIOR
Pure Poison  e Poison, da Dior

A partir dos 13 anos uma tia minha, irmã do meu pai, passou a perguntar os perfumes que eu queria que ela trouxesse de viagem (e ela viajava 2/3 vezes por ano), e eu sem titubear respondi: Poison e Halston, que foram perfumes que havia sentido e amado! Desde então, começou minha coleção de importados que continua até hoje. 
MEU PRIMEIRO PERFUME POR CRIS SAMPAIO
Cris Sampaio

Assim que chegaram as minhas joias, Poison edp (frasco sem spray, tirado do mercado) foi meu primeiro perfume signature; quando algum amigo chegava num local que eu estava  logo dizia: “Cris já chegou, o perfume dela está no ar...”, logo seguido de Halston, sendo que o Poison me acompanha até hoje, mas nunca usei a versão edt dele, é bem diferente, por isso hoje tenho o sprit de parfum, que é igual ao edp dos anos 80. 

Quem me conhece da App antiga sabe que desde seu lançamento minha maior paixão é o Pure Poison, ou seja, 26 anos depois do primeiro amor, continuo encantada com essa família de “venenos”.


Obrigada Cris! Já conhecia tua paixão pelo Poison e Pure Poison, e compartilhamos dessa admiração pelo PP. Ainda que tenha sido reformulado continuo gostando dele. Usei a primeira versão e a que tenho é a da foto (com tampa branca). Sobre o Poison já gosto como Edt fiquei, agora, a imaginar como será o sprit de parfum, em tese mais concentrado - que espetáculo! Bj e abraços perfumados a você e a sua querida mamãe que também lê o Village Beauté. Um carinho especial a ela.

A série Meu primeiro perfume conta as lembranças, os rituais, as primeiras coleções e o carinho que temos com a nossa história perfumada. Cada crônica revela o perfume? Sim, e um pouco mais de quem o usa. Vem trilhar por este caminho (aqui).

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ANDREA EM MEU PRIMEIRO PERFUME

21 comentários :
O Village Beauté nasceu há pouco mais de 2 anos e nesse tempo tenho tido uma oportunidade que me é tão rica e emocionante que faltam palavras para descrevê-la. O que consigo dizer é que por meio destes textos e fotos que publico nessa nossa vila chego às pessoas e elas vêm até aqui e marcam a história. Gente que conheço só o primeiro nome, gente que escreve de um jeito que toca, gente que acredita, gente que chora junto, se indigna, surpreende e alegra. E tem uma menina que tem uma intensidade incrível com as suas palavras....e sempre que comenta aqui nos posts ela emociona ou a mim ou a pessoa com quem está a dialogar. Ela é Andrea, a convidada de hoje para falar sobre Meu Primeiro Perfume.


ANDREA EM MEU PRIMEIRO PERFUME
Frascos dos primeiros cheiros

Quando recebi esse convite da minha querida Dâmaris, automaticamente me veio à mente “primeiro cheiro”, e não necessariamente “meu primeiro perfume”. É engraçado, porque cheiros nos remetem a muitas coisas, principalmente lembranças de pessoas, momentos, lugares, e uma infinidade de sentimentos. Então vamos lá: as memórias mais intensas que tenho sobre aromas, me levam até minha tenra infância, na qual vejo minha avó materna, no pouco tempo que desfrutei de sua companhia, recém-saída do banho e passando o creme Rugol nas pernas (sim, por mais estranho q pareça ela passava um antirrugas nas pernas, dizia que ficavam mais bonitas), e o Ponds no rosto (acho que os dois cremes foram descontinuados, não tenho certeza). Pronto, que cheirinho mais delicioso! Não precisava de perfume algum, era o cheiro da MINHA avó!
Segunda etapa: pulo agora para a cama dos meus pais, onde vejo minha mãe se arrumando para ir trabalhar. Logo vem a escolha da roupa, o cabelo, maquiagem... e então ela pega aquele frasco etéreo, com um líquido meio amarelado, e vira delicadamente em cada lado do pescoço. E aí a mágica se inicia: o cheiro invade todo o quarto, e em seguida os cômodos por onde ela passa, e eu inebriada pensava: “como minha mãe é linda, chique e cheirosa”! Sei que o perfume é o Hits, da L’acqua di Fiori, e que ainda é produzido, mas não me causa a mesma sensação hoje em dia, a não ser pela gostosa lembrança.
Passemos então para a minha experiência perfumística. Tudo começou no meu niver de 11 anos, no qual ganhei uma festinha dos meus pais, feita para a família e os amiguinhos mais próximos. Fui presenteada com exatamente 11 perfumes... pois é, pense no meu delírio! Ficando “mocinha” e tendo tantos aromas diferentes para usar... hj entendo a minha necessidade de ter tantos perfumes e não ser fiel a nenhum. Rá! Ganhei vários kits, com caixinhas fofas que guardo até hj... sim, tenho tendência a ser acumuladora também J. Os que mais me marcaram foram o Angelical Touch (do Boticário) e o Maçã Verde (da Água de Cheiro, que era uma delíííícia e infelizmente foi descontinuado). Depois, na minha adolescência, como toda menina daquela época, fui alucinada pelo Thaty e seu líquido azul, e confesso que gosto bastante dele até hoje. Pra mim tem cheiro de “tomei banho e to pronta pra dormir”.
Em seguida vieram o Mamãe e Bebê da Natura, o Absinto da Água de Cheiro (não aguento nem chegar perto), e depois me dá um “branco” (juro que não lembro o que mais eu usei) até chegar no dia do meu casamento, em 2008

Comprei um perfume que achei maravilhoso e bem adequado à ocasião. Só que o mais curioso é que já procurei por ele várias vezes, em várias lojas e as vendedoras me olham como se eu fosse louca, ou como se esse perfume nunca tivesse existido. É o Love at First Glow by Jennifer Lopez. Tenho meio frasco guardado, porque tenho dó de usar e acabar, afinal é o cheiro do MEU casamento, um dos dias mais importantes da minha vida. Quando destampo o frasco consigo até me sentir com o vestido de noiva novamente...
LOVE AT FIRST GLOW JENNIFER LOPEZ
O perfume do casamento de Andrea

Atualmente sou completamente infiel a qualquer perfume e só não tenho mais frascos porque corro o risco do meu marido me internar numa clínica de reabilitação. E também acho que me enquadro completamente na categoria “perua” de perfumes

OS PRIMEIROS PERFUMES DE ANDREA
Andréa no Village Beauté
Sou atraída sempre por perfumes fortes, marcantes, que deixam rastro... tudo que algumas pessoas mais detestam....rsrsrsrsr!! Por isso quando leio uma resenha da minha “gurua-mor” Dâmaris e estão lá as palavras “ideal para o inverno”, “use com moderação”, “forte projeção”... com certeza é atrás desses que eu vou!






Andrea, querida, quando recebi o seu texto prendi os olhos na tela até o último ponto de exclamação. Vivi a história e compreendi com-ple-ta-men-te muito do que você escreveu, pois vivo a mes-ma coisa! rsrs
E te digo mais: você acabou de criar mais uma categoria de perfumes: o jeito perua de ser! :) Identificação total com esse conceito. És das minhas: perfume para eu comprar - tenho que sentir bem e por muitas horas ! ;)

Bjo, feliz dia e...tomara que apareça alguém dando dica de perfume parecido com o Love at First Glow da Jennifer Lopez, pq ao que tudo indica ele foi descontinuado. :( Já pensou se há um parecido? Seria bom mesmo...Vamos rumo aos perfumes de perua, então. Obrigada. Com carinho, Dâmaris.

As histórias das paixões pelos perfumes você confere aqui na nossa vila perfumada, o Village Beauté. Vejam quem já passou por aqui.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

ISABELA EM MEU PRIMEIRO PERFUME

6 comentários :
Conheci Isabela por conta do Blog; leio todos os comentários que por aqui chegam e fui percebendo seu jeito educado e feliz de escrever, perguntar e interagir com as demais pessoas que aqui dialogam nos comentários. Tão querida que.....Isabela, aceitas o convite? Sim, disse ela, e aqui está com toda a sua queridice perfumando a nossa vila perfumada.

Com vocês, Isabela em Meu Primeiro perfume


Falar sobre o meu primeiro perfume, depois de tantos textos belos que já foram publicados aqui, é quase um desafio... 

Mas é claro que, mesmo não sendo a maior "expert" na área e por vezes nem mesmo sabendo descrever notas de saída, de fundo, e tudo mais, eu também tenho a minha historinha pra contar.


PERFUMES E ISABELA - CRÔNICA
A pequena Isabela e os perfumes
Buscando na memória, lembro de, em algum Natal de "mil novecentos e bolinha", receber uma caixa do Thaty, com a colônia e o hidratante... lembro, ainda, de ter um vidrinho de Ma Chérie na penteadeira, pela mesma época. Mas não foi nem um nem outro que me marcou a ponto de merecer ser a estrela desse relato.


O meu primeiro perfume, usado até a última gota e que marcou a minha adolescência com todas as suas mudanças, dúvidas, amores, sofrimentos e descobertas foi o fresco Insensatez, também d' O Boticário. 

Lembro até hoje que o senti a primeira vez na menina mais popular da sala. Com aquele jeito de quem não quer nada, tomei coragem e perguntei qual era aquele cheiro que me encantava. Com a resposta, passei a juntar o que sobrava da mesada até que um dia lá fui eu, adolescente de uniforme do colégio, cabelo volumoso num rabo de cavalo, tênis All Star "customizado", dinheiro contado e dobrado no bolso da calça, morrendo de vergonha das sempre maquiadas vendedoras d' O Boticário.

Com o coração batendo forte, cheguei e fui direto nele. Não quis sentir na minha pele, não olhei pra mais nenhum lado. Me sentindo meio deslocada naquele ambiente tão perfeito, cheiroso e sofisticado perto da minha bagunça interna e externa, entreguei-o à vendedora, olhando para o chão... E o levei pra casa como um tesouro.

O cheiro fresco e cítrico do Insensatez me acompanhou por muito tempo. Lembro de sentir o toque gelado do vidro fosco, de sentir as curvas do frasco, de saborear o "clique" da tampa prata... E lembro de achar que fazia muito sentido, pra mim, o nome do perfume e o fato de ele estar escrito de cabeça para baixo E ao contrário! Acho que me definia. Nem me importei muito com o fato de ter "roubado" o cheiro de outra pessoa. (Será que fiz isso de forma inconsciente desejando a beleza e a popularidade da colega? Jamais saberei, hehe.)


Na minha pele o cheiro ficava fresco, limpo, confortável, característica que procuro até hoje em perfumes (não que eu não goste de um bem doce aqui, outro forte e marcante ali). 


Ouvi dizer, mais tarde, que era uma fragrância que poderia ser usada também por homens. Mais tarde ainda soube que foi inspirado em algum Calvin Klein. E, recentemente, descobri que parou de ser fabricado... Uma pena, pois dedicar alguns minutos do meu dia pra lembrar dele me fez querer senti-lo de novo. Não sei se voltaria a usá-lo, ou se o amaria como antes - infelizmente sou um pouco volúvel com relação a perfumes - mas com certeza me traria à tona muitas sensações.


FOTO DA ISABELA E SUA CRÔNICA SOBRE PERFUME
Isabela
Sou muito nostálgica, e acredito que o olfato é o nosso sentido mais ligado às memórias. Sentir determinado aroma que remete a situações vividas funciona como um túnel do tempo e leva nossa alma pra mais perto daquele momento querido, muito mais perto do que as próprias fotografias, estáticas. Cheiro de mato, cheiro de casa de vó, cheiro da lancheira que levava pra aula, cheiro de gasolina, do cabelo da professora do pré, cheiro de papéis de carta, de Acqua Fresca (único perfume que minha mãe usou até hoje) de tinta, de roupa nova, cheiro de menta do primeiro beijo, de pão fresco, de chuva, de jardim... 


Se eu pudesse, teria um álbum de cheiros na estante.

Por Isabela, de Mafra, ainda em busca do cheirinho perfeito.




Querida Isabela, muito obrigada pelo compartilhamento, por ser espontaneamente tão querida comigo. Espero que encontres o teu cheirinho perfeito e que, nessa caminhada, tenhas lindas experiências olfativas.

Bjs.

Já tivemos outras participações aqui no Village Beauté - vamos conhecê-las?
Aqui

sexta-feira, 24 de maio de 2013

BÁRBARA EM MEU PRIMEIRO PERFUME

10 comentários :

Minha amiga Bárbara é mais uma daquelas amizades que a gente faz sem planejar, sem pensar e...sem nunca ter visto pessoalmente. Os perfumes e as pesquisas sobre o assunto fizeram nossos caminhos cruzarem e já rimos juntas, trocamos opiniões sobre perfumes, ajudamos com dicas de compra, venda ou...corre para as montanhas que ele é ruim! :) E é dela a coluna hoje. Com vocês, a gauchinha dos perfumes bombásticos:


Bárbara em Meu Primeiro Perfume.



Crônica da Bárbara sobre Meu primeiro perfume.

Os cheiros têm a capacidade de nos levar tão longe, de nos fazer viajar no tempo, nas memórias, têm até mesmo o poder de dar ao ausente a sensação de sua presença pelo rastro, pelo aroma...

Ahhhh, os cheiros...
São tantos e de tantas diferentes formas...
Alguns parecidos mas que se revelam de modo diferente para cada olfato, cada diferente tipo de pele, de clima, de preferência...
Sempre gostei de apreciá-los, desde a infância, mas não apenas os perfumes: o cheiro de bolo quentinho saindo do forno da minha avó, essência de baunilha na massa ainda morninha... hummmm... até hoje o bolo morninho ainda é meu predileto!!
E o cheiro do chocolate derretendo em banho-maria?Cheiro de pão quentinho recém tirado do forno...
Da massa de beijinho exalando na panela a cada movimento da colher?Cheiro de terra molhada em dia de chuva, eucalipto, café: como me agrada o forte aroma dos grãos torrados, moídos, de todos os tipos... Cheiro de quentão com muitos cravos...Cheiro de chá daqueles com bastante canela...Cheiros são fascinantes; fragrâncias bem elaboradas são mais encantadoras ainda...



Na infância recordo
Bárbara menina na penteadeira de sua mãe.
da penteadeira da minha mãe, havia vidros diferentes da Avon, vidros que eu achava lindos, como eu gostava de ir lá bisbilhotar, abrir tudo, cheirar, usar, não sei dizer se por já ser uma apaixonada por perfumes ou se seduzida pelos frasquinhos com diversos formatos: carro, moto, uma dama antiga que parecia uma pastourinha, tinha um que era uma chaleira, outro uma girafinha, também um anjinho mto lindinho, adorava uns que pareciam abajures, o telefone no gancho estilo telefone antigo mesmo, torre eiffel, sino, botinha, relógio despertador, minha mãe (a meu pedido) comprava todos... eu também tinha no meu quarto uma penteadeira faltando espaço sobre de tantos, tantos vidrinhos que lá colocava, alguns muito fofos com formatos de bichinhos... e usava cada um deles... meu predileto?! Um que era um espelho cuja tampa era o suporte para segurá-lo... os nomes?! Não sei dizer, era ainda tão pequenina naquele tempo...

E veio a adolescência... minha festa de 15 anos... a explosão "O Boticário" que era a febre do momento, quantos perfumes ganhei da marca; quantos perfumes também comprei da marca ao longo dos anos que seguiram: Thaty, Annete, Free, Innamorata (desse tive vários vidros), Zíngara (esse também amava), Kalanit e Ravel (os dois melhores perfumes já produzidos pelo O Boticário na minha opinião), Crazy, Acqua Fresca, a primeira versão do Glamour infinitamente melhor do que a que é comercializada hoje, etc... Havia também um de maçã verde da Brasil Nativo que era o cheiro da maçã fresquinha, colhida na hora... E o perfume Anny da L`Acqua Di Fiori?! Foi um que ganhei e gamei!

Mas vamos falar dos primeiros importados, ganhei nos meus 15 anos, entre os tantos frascos de perfumes já citados, um frasco especial, envolvido por um estojo em cetim e laço cor creme, acompanhado de um sabonete mega ultra perfumado, o cheiro de líquido nele contido eu jamais esquecerei: Fidji de Guy Laroche... inebriante, perfeito, amor à primeira cheirada... depois surgiram Gabriela Sabatini que meu Tio me trouxe após uma viagem e Anaïs Anaïs que meu amigo Leonardo me deu, esses até hoje uso, vivo fazendo reposições deles, à exceção de Fidji que acabei ficando sem...
Gosto de variar perfumes, confesso que não sou fiel a um cheiro, cogito que ainda não encontrei aquele perfume pra chamar de minha assinatura olfativa, embora ame muitas fragrâncias: Sirène, D&G edt, Paloma Picasso edp, First edp, Ysatis, Poison, Sublime edp, Burberry edp, Carolina Herrera edp, etc...
contudo, Fidji, Gabriela e Anaïs certamente não são os melhores perfumes que eu já tive, mas são especiais para mim, me acompanharam durante a adolescência em tantos momentos únicos e importantes, que carregam consigo muito além das notas que lhes compõem o deleite da magia das lembranças, uma associação olfativa tão boa que certamente nenhum outro odor no mundo por melhor ou mais raro que seja poderá me proporcionar.

Se saudade tem cheiro, pra mim, é o deles que ela
exala, fixa e projetará para todo o sempre nas minhas melhores recordações :0) 


 Bárbara, Advogada, Porto Alegre.





Bárbara querida, já te disse e repito aqui: a forma com que escreves me faz viajar contigo a tempos teus felizes. Compartilho contigo muitas opiniões a respeito da presença do olfato em nossa vida afetiva, em nossas memórias e saudades. Obrigada pelo lindo texto e fotos preciosas. bjos, gauchinha.

E as demais crônicas? Cada qual com sua poesia e...perfumes que marcaram histórias de uma vida.



sexta-feira, 17 de maio de 2013

DIANA ALCÂNTARA EM MEU PRIMEIRO PERFUME

16 comentários :

Conheci Diana pelos caminhos perfumados das redes sociais. Entre uma palavra e outra gostei do que ela escreveu e....aqui está a menina que se define como "A louca por perfumes". Com vocês, Diana Alcântara no Village Beauté proseando sobre "Meu primeiro perfume."


DIANA ALCANTARA EM MEU PRIMEIRO PERFUME

Recebi o adorável convite da querida Dâmaris para falar do "Meu primeiro perfume"... 


Na verdade, vou falar de 3 perfumes, se me for permitido... Lembro-me com carinho imenso das colônias baratinhas vendidas nas Lojas Brasileiras (não existem mais, mas eram concorrentes das Americanas) de uma marca chamada Naturelle. Quando criança, sempre que ia "na cidade" com minha mãe fazer compras acabava ganhando um frasco de cor chamativa e nome besta, a exemplo, o de cor verde era o "Frescor da Primavera" ou algo assim! 

Logo em seguida vem a lembrança de um perfume mais "adulto" que ganhei de minha mãe quando tinha uns 12 anos.  Chamava-se Desejo, vinha em um frasco todo rebuscado e tinha a tampa branca e longa, de forma cilíndrica e eu adoraria me lembrar da marca dele, mas enfim, ele fica só na lembrança... O cheiro dele era algo aldeídico e fazia a linha do Topaze da Avon, mas na época eu achava o máximo!

JOOP FEMME PERFUME DIANA
Foto publicitária Joop Femme
Sobre os importados, a história é curiosa... quando eu tinha uns 10 anos, saí um dia para arrecadar prendas para a festa junina da escola (sabe, você pega na secretaria da escola aquele ofício carimbado e vai no comércio local pedir contribuição para a festança). Neste dia, eu entrei em uma perfumaria que nenhuma outra criança entrou, afinal, era óbvio que não ganharíamos um perfume "francês" de prenda para a pescaria... mas eu, munida de toda minha insolência (e esperança), fui lá... e não é que ganhei uma amostrinha do Joop! Femme? 

Lá na hora, na perfumaria mesmo, abri o frasquinho e cheirei... fui aos céus! E ainda tive a ousadia de falar para o rapaz da loja que tinha acabado de fazer a quermesse mais cheirosa: "ah, não vou levar ele na escola não, vou ficar pra mim!" 

A infância e sua sinceridade... E sim, fiquei com o frasquinho, com a aprovação risonha e simpática do dono da perfumaria! 

o perfume da Diana
Diana Alcântara
Engraçado como esse fato marcou minha memória em relação aos perfumes. Sempre lembrarei do "encontro" na perfumaria do libanês com o Joop! Foi um momento tão mágico! E sabe? Até hoje Joop! Femme é um dos meus preferidos. Amo, amo, amo...

Diana Alcântara, autora do A louca dos perfumes





Obrigada, Diana, por fazer parte do Village Beauté. Você está bem convincente acerca do Joop Femme. Tenho uma amostra dele, mas talvez esteja alterada; preciso sentir novamente esse perfume feminino oriental que lhe é tão querido.

Joop Femme é da família Oriental ambarado, com notas de bergamota, néroli, rosa da Bulgária, jasmim, sândalo, baunilha e patchouli. Preciso testar, "prá ontem"!



abraços perfumados, querid@s...

sexta-feira, 10 de maio de 2013

VIC CERIDONO EM MEU PRIMEIRO PERFUME

18 comentários :
Como apresentar a Vic Ceridono? Editora de uma das maiores revistas femininas do país, ela   vive nos bastidores e palcos dos melhores eventos de beleza no Brasil e no exterior. As novidades e os lançamentos em cosméticos, maquiagens, esmaltes e perfumes chegam sempre em primeira mão à essa profissional com cara de menina e competência de gente grande que já está há anos redigindo sobre a arte do cuidado próprio. Em meio a tudo isso ela disse sim ao convite. Com vocês

Vic Ceridono em Meu primeiro perfume.

Fonte da foto Dona Santoro

Oi Dâmaris! que bacana seu blog - e a historia de como ele surgiu! Adorei, parabéns e sucesso!

Obrigada pelo convite para participar! Aí vai minha resposta, espero que goste! Bjos Vic

Acho que tive vários "primeiros perfumes"! Lembro do Teen, da Daslu, que todas as meninas usavam quando eu tinha uns 12 anos... Depois veio o Dream, da Gap, que até hoje me traz memórias deliciosas da época da escola. Aí conheci o Happy, da Clinique, quando estava no primeiro colegial, se não me engano. Foi meu último perfume da adolescência, e também traz muitas memórias boas. 

VIC CERIDONO E PERFUMES
Vic Ceridono - Vogue / Dia de Beauté
Todos esses acabei conhecendo de forma "passiva", ganhei de presente, gostei e usei. Acho que foi mais ou menos em 2003/2004 que resolvi escolher meu novo perfume, e por isso também considero ele o primeiro. Fiquei na dúvida entre o Chic, da Carolina Herrera, e o Marc Jacobs, que tinha acabado de sair, o de Gardênia. 

Pedi para minha mãe trazer um dos dois de viagem e ela escolheu o do Marc - que é meu companheiro até hoje. Passei uns bons 8 anos usando só ele, hoje tenho mais alguns, mas esse sempre será meu queridinho!


Obrigada, Vic. Aqui no Village Beauté somos tod@s apaixonad@s por perfumes e curtimos muito conversar sobre eles! Com as histórias que lemos aqui todas às sextas-feiras temos percebido que:

- há sempre uma mãe a nos iniciar no mundo dos perfumes
- nossos cheiros preferidos sempre têm algo em comum com momentos marcantes da vida. O cheiro do jardim da casa materna.... como é a sua história. 

Obrigada, querida Vic.... fiquei feliz com a sua participação aqui no Village Beauté.

Update: Perfumes Marc Jacobs com gardênia:

Marc Jacobs for women
Criado em 2001 com notas de tuberosa, gardenia, jasmim, bergamota, gengibre e cedro.

Curiosa que sou.... fui saber mais do perfume Gardenia do Marc Jacobs, lançado em 2007 e com muitas notas em comum com o de 2001.


Tem notas de  madressilva, gardênia e jasmim, notas de base são o gengibre, musk e cedro. Ou seja... não é um floral branco simples, é temperado, o que me faz pensar em um certo ar oriental; e tem musk e cedro, o que sugere boa fixação. Li que o cheiro dele lembra o de flores brancas ao amanhecer, ainda orvalhadas..... Hum. 

Vamos conhecer outras histórias perfumadas:


abraços perfumados.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

THAIS EM MEU PRIMEIRO PERFUME

8 comentários :

Ainda lembro dos tempos em que algumas vozes diziam "a internet esfriará os relacionamentos". Será que mais alguém ainda acredita nisso? Confesso que por um tempo eu soltava essas frases, mas pouco a pouco gente de olhar atento, escrita carinhosa, generosidade abundante foi quebrando a minha sisudez acadêmica. Hoje digo que tenho amigos e amigas que nunca vi pessoalmente, mas que são mais presentes no meu cotidiano do que gente que posso tocar e ver de perto. Thaís é uma dessas pessoas que foi minando, chegando e...está aqui no Village Beauté e na minha história. E ela é...a aniversariante da semana, assim como a autora da crônica  Meu primeiro perfume, hoje:

MEU PRIMEIRO PERFUME POR THAÍS
Pôr-do-sol em Gramado.


Falar do primeiro perfume é quase como falar do primeiro beijo, do primeiro encontro, do primeiro amor.

Apesar de a minha primeira fragrância ter sido a lavanda, eu era ainda um bebê, e até hoje ela me traz aquela sensação de aconchego, de mãe... mas dizer que a lavanda foi meu primeiro perfume faria desaparecer as tantas outras lembranças associadas ao romantismo de se dizer "primeiro perfume".

Bem, nem sempre o verdadeiro primeiro beijo é aquele tão sonhado e bem lembrado...

Mas certamente existiram e existirão outros primeiros beijos que lembraremos eternamente, assim foi com meu primeiro perfume.

Demorei muito para encontrar uma fragrância que me fizesse sentir Mulher, poderosa e romântica ao mesmo tempo, sexy sem ser vulgar, um perfume que tivesse uma fixação forte sem deixar "rastro", que combinasse com minha personalidade e também com minha personalidade oculta... um perfume que é quase uma presença.

E quando encontrei, foi inusitado, sem estar procurando naquele momento, ele chegou sem avisar, foi o mais improvável possível... um perfume masculino! O BodyKouros - YSL, me levou às alturas como o beijo inesperado de uma grande paixão...
BODY KOUROS YSL PERFUME DA THAIS
Perfume Body Kouros Yves Saint Laurent

Quando eu o usava, geralmente para sair à noite, me sentia poderosa, auto confiante, desejada e até mesmo invejada... todas minhas amigas me perguntavam que perfume era este?, e ficavam decepcionadas quando eu dizia que era um masculino... sinceramente eu nunca me importei com isso. 

Usava e combinava demais comigo, com aquele momento da minha vida, com minhas emoções, desilusões e até mesmo com as lições que tive da vida antes de chegar até aqui.

Hoje, com 38 anos, casada, dois lindos filhos que são a minha vida, já me percebo em outras fragrâncias. Até porque sou outra mulher.

Ele realmente me remete à lembranças de uma vida que hoje não tenho mais, de uma paixão que já se foi e tudo o que fica é a doce recordação de uma mulher-menina que seguia o instinto mais do que a razão, que sabia que poderia ser feliz ou infeliz com suas escolhas e apenas isso já fazia com que ela se sentisse completa!

THAIS PARTICIPANDO DO BLOG VILLAGE BEAUTÉ
Thaís Helena
Hoje não o uso mais, ainda tenho guardado o primeiro frasco dele, vazio lógico, pois só as lembranças serão eternas e posso confessar que quando cheiro o que sobrou de fragrância dele não consigo impedir que as emoções voltem, como tudo o que aqueles tempos significaram.

Dâmaris, gratidão pela oportunidade de compartilhar minhas lembranças.



Thaís Helena, Florianópolis, Educadora, autora do Thaís, Thaisinha, Tati.

Thaís, és um desses presentes que os caminhos da comunicação proporcionou. Tua sensibilidade, atenção são raras, e cativam. Que a vida lhe seja sempre muito especial e amorosa. Feliz aniversário!

Não conheço o perfume Body Kouros, mas pesquisei as notas dele e fiquei muito curiosa: eucalipto, incenso, cedro, sálvia e benjoim. Um perfume oriental. Pelo visto muito marcante.

A coluna Meu primeiro perfume tem belas histórias...confira:

sexta-feira, 26 de abril de 2013

PANMELLA EM MEU PRIMEIRO PERFUME

8 comentários :

Vem prá sala de estar do Village Beauté e vamos prosear sobre as lembranças da Panmella, a convidada que hoje falará sobre : "Meu primeiro perfume."

AS HISTÓRIAS DA PANMELLA SOBRE OS PERFUMES
CRÔNICA - PANMELLA MEU PRIMEIRO PERFUME


Minha paixão pelos perfumes é de família e me remete a vários momentos inesquecíveis. Tudo começou com a minha avó Mariá, que adorava um bom perfume e um detalhe que marcou: quando era pequenininha e ia me perfumar ela tinha a mania de colocar suas lavandas no corpo todo inclusive na cabeça (pra ela não tinha coisa melhor do que uma cabeça cheirosa). 

Da mesma forma minha mãe sempre me arrumava e não esquecia de me perfumar! Meu primeiro perfume de infância foi o Má Chérie de O Boticário. Ganhei da minha mãe e não esqueço nunca do quanto me sentia uma mocinha quando eu colocava ele pra sair (adorava aquele cheirinho). 

Outro momento que marcou muito foi quando minha tia Liduina (pessoa bastante presente na minha criação) que também gostava bastante de perfumes, comprou o Glamour da Boticário, nessa época eu tinha uns 13 anos, e quando vi aquele perfume me apaixonei, tanto pelo cheiro como pelo vidro, era algo que me deixava deslumbrada, a embalagem tinha sido projetada pelo estilista Ocimar Versolato e ele tinha uma fixação perfeita. Como era um perfume relativamente caro pra gente, ela nunca deixava ninguém usar, só que eu dava meu jeitinho e sempre que tinha a oportunidade usava escondido, sendo que todo mundo acabava sentindo o cheiro e lá vinha bronca, mas minha paixão por ele era tão grande, que mesmo sempre levando bronca eu repetia o ato. Até que uma dia ela cansou e resolveu me presentear com ele, não esqueço nunca da minha alegria e do prazer que tinha de contar para minhas amigas que usava Glamour; até hoje tenho a caixa dele comigo, porque infelizmente o vidro eu acabei quebrando sem querer depois de um tempo! 
OS PRIMEIROS PERFUMES DA PANMELLA
Panmella

De lá pra cá fui crescendo e sempre com um sonho de ter uma coleção de perfumes, até arranjar meu primeiro emprego ao 21 anos e colocar meu sonho em prática. Com o meu primeiro salario comprei dois perfumes: um logicamente era o meu querido Glamour e o outro foi um importado o Red Delicious da DKNY, e daí pra frente não parei mais. É uma paixão que tornou-se um vicio e que me dá um prazer imenso em falar sobre eles! Costumo dizer que os perfumes tem o poder de deixar rasto e inebriar as pessoas e comigo ele fez isso bem direitinho! Tenho um imenso orgulho da minha coleção e sempre quero mais, sou uma consumidora desenfreada quando o assunto é perfumes. Minha tia diz que se minha vó estivesse viva hoje ela ia enlouquecer com tanto perfume! Escrever e ler sobre isso é uma grande paixão, até que um dia resolvi criar um blog e daí surgiu o Perfumania! Queria agradecer a Dâmaris a oportunidade de dividir minha historia sobre os perfumes nesse cantinho que tanto gosto de visitar diariamente e me encantar com a forma bela que ela tem em descrever e falar sobre os diversos perfumes!!!

Panmella Sarmento, Enfermeira, trabalha com terapia intensiva pediátrica e proprietária e escritora do blog Perfumania.



Vocês já pararam para observar como as nossas mamães e avós são as principais responsáveis por amarmos os perfumes? Em todas as histórias elas aparecem! :) Obrigada, perfumada Panmella, por ter aceito o convite. Gostei muito de te conhecer um pouco mais ! :) bj



Já temos uma coleção tão perfumada de crônicas...





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